Este site tem certas restrições de navegação. Recomendamos o uso de navegadores web como: Edge, Chrome, Safari ou Firefox.
Parabéns! o valor da compra permite o Frete Grátis FRETE GRÁTIS NAS COMPRAS ACIMA DE R$ 299 EM PRODUTOS

10% OFF na primeira compra com o cupom WELCOME10

Meu Carrinho 0

Produto Esgotado

10% OFF NA PRIMEIRA COMPRA - USE O CUPOM WELCOME10

Parabéns! o valor da compra permite o Frete Grátis Faltam R$ 299 para receber o Frete Grátis
Subtotal Gratuito
Ver carrinho
Preço sem o custo de frete

A maternidade pela perspectiva de uma entusiasta do estilo de vida sustentável

A maternidade pela perspectiva de uma entusiasta do estilo de vida sustentável

Maternidade e sustentabilidade: uma bonita jornada de dupla imperfeição. 

Por Marcela Rodrigues*

Eu ainda estava gestando quando já me perguntava como as minhas causas iriam desenhar a minha forma de maternar. As batalhas do puerpério me distrairam dessa questão quase existencial por um tempo quando, recentemente, encontrei a resposta observando o meu cotidiano: a maternidade é que já estava redesenhando as minhas causas desde o primeiro dia do meu menino habitando o mundo fora de mim.

Isso quer dizer que há oito meses vivo uma vida sustentável mais imperfeita do que eu pensava que viveria nesses anos desde que me desafiei pela primeira vez a reduzir os impactos das minhas escolhas.  E olha que eu uso bastante essa expressão — não para relativizar escolhas não tão ecológicas, mas para lembrar que o processo importa mais do que a meta.

Boa parte dos planos maternos feitos ainda na gestação, por exemplo, não foram concretizados milimetricamente como planejei: o parto não foi natural domiciliar, mas ao menos foi normal humanizado hospitalar; a amamentação foi um desafio (precisei até de translactação  — o uso de uma sondinha para complementar com ele no meu peito), mas consegui aumentar a produção do leite materno e, agora, em  introdução alimentar, estamos seguindo a alimentação vegetariana com segurança e ótimos resultados. As fraldas? Bom, as feitas de pano ainda dividem espaço com as convencionais - isso me frustra, mas estamos melhorando a proporção entre elas!

Ou seja, a imperfeição vem do mesmo lugar de antes quando eu era apenas uma pessoa sem filhos que buscava uma vida mais ecológica: olhar mais para os processos com gentileza e celebração do que decepção por ainda não ter alcançado uma meta que talvez nem exista: a vida - ou a maternidade - 100% sustentáveis.

E tudo bem, porque cada vez mais tenho certeza de que maternidade e sustentabilidade se encontram num campo que vai muito além do consumo de coisas. Está na forma como coloco presença no cotidiano do meu filho; como apresento natureza, arte, espiritualidade, natureza e até a alimentação para ele - mostrando, desde cedo, que animais não são comida, por exemplo…

Com o privilégio de ter um companheiro sintonizado à minha visão de mundo, e presente como pai tanto eu como mãe, é o que temos feito melhor pensando no futuro.

Me lembro inclusive, quando alguns anos atrás,  durante uma aula com um dos nomes mais relevantes sobre culturas regenerativas, vi de perto o ativista Daniel Wahl afirmando que ter um filho seria o maior impacto ambiental que uma pessoa poderia gerar no mundo. Desde então venho (re)pensando: então que seja sempre o impacto mais positivo. O mais positivo dentro do possível. Afinal, quantas batalhas entre um salto evolutivo e outro uma mãe vive?

Entre as minhas, mesmo em um mundo em crise, eu acredito cada vez mais que é possível sim. Mas não porque as fraldas ecológicas estão mais práticas, a moda infantil ganhando novos materiais de menor impacto (do cânhamo ao algodão orgânico) e há mais opções de loções infantis sem parabeno. 

Acredito porque penso que o cerne da questão está no cuidado - este que é para mim uma outra causa. O cuidado comigo mesma - que tanto me traz resiliência quanto me empodera a ponto de um dia ser inspiração para a minha criança. O cuidado com a nossa família, que trará segurança emocional a ele. E o cuidado com a nossa relação com o mundo que nos cerca . Este, aliás, é o grande cuidado que acredito que fará a minha maternidade deixar um impacto positivo no mundo.

 

*Mãe do Matheus (e há quem diga, da Gal), Marcela Rodrigues é jornalista especializada em consumo consciente e bem-estar, educadora e designer para Sustentabilidade e Regeneração. Uma das vozes mais ativas em disseminar o movimento pela beleza natural no Brasil, é autora da plataforma A Naturalíssima, o oráculo Baralho de Rituais, da webapp Limpp.com.vc, da mentoria Jornada da Beleza Consciente e da Lab de Rituais.